Pensava q era mais fácil, pensava q era mais fácil acordar c um sorriso na cara, sem pensar em todos os q desiludimos e em todos os q nos desiludiram, pensava q era mais fácil fazer alguém feliz, sem ter medo de dizer a verdade, sem ter medo de perder, sem ter medo de errar, pensava q era mais fácil passar um dia sem ter um perda, uma desilusão, sem nos causarem sofrimento, sem falharmos, sem parar-mos para pensar se está certo ou errado, isto não é fácil nem é difícil, é impossível. E a todos os dias q passam vamos desaparecendo, um bocado de nós vai embora, até ao dia em q não vai haver nada q nos prenda, até ao dia em q não vai haver mais nada para fazer mal, até ao dia em q não vai haver mais ninguém para desiludir, até ao dia em q não vai haver mais ninguém para nos olhar c pena, até ao dia em q teremos de partir. Até “aquele dia”. A cada passo q damos, cada palavra q dizemos, cada gesto q fazemos, cada sorriso q abrimos, cada erro q cometemos, cada falha, cada zanga, qqler coisa q faça-mos é mais um avanço para esse dia. E por mais q tente, não consigo evitar, não olhar para trás, mas por mais q olhe não vejo qual foi o erro, e tenho medo de o ver tarde demais. Tenho medo da perda, tenho medo da dor, tenho medo do sofrimento, mas tenho mais medo da despedida. Tudo o q construi, tudo o tentei aperfeiçoar com o tempo, vais desmanchar – se de um momento para o outro, e não sei se vou ter forças para voltar a recompor tudo, até porque não vou ter o apoio, nem a liberdade, nem o amor, os sorrisos, os olhares, as gargalhadas, os gestos, as palavras, a sinceridade, a confiança, o carinho, o respeito, o ar, a fantasia, o esforço, a dedicação, o orgulho, não vou ter tudo o q mais preciso, e se tiver, será tudo diferente, só porque fui egoísta, só porque errei. Apenas porque acredito em quem não devo, apenas porque digo o q não é suposto, apenas porque quero os melhores do meu lado, mas quando faço para q isso aconteça, afasto – os e como se tudo fosse chegar ao fim, acaba. Anos e anos, para chegar a um final rápido e estúpido, como se não houvesse nada a fazer, como se não houvesse nada a dizer .
Depois acabam as palavras, acabam os gestos, os movimentos, e aparece a solidão, a dor, a inconsciência, o arrependimento e o vazio, como se fossemos totalmente fortes para suportar tanta coisa .
E depois vindo do nada, de um dia para o outro, aparece a “felicidade”. Será?
Felicidade ou desilusão? Desilusão.Como se a felicidade aparecesse do nada ! Como se alguém conseguir substituir todos os q perdemos, como se alguém conseguisse tirar-nos a dor .E mesmo sabendo isso tudo, mesmo sabendo q é impossível, acreditamos q talvez desta vez seja diferente e deixamo-nos ir pelas palavras, e mais uma vez, erra-mos, mais uma vez ficamos a perder, mais uma vez, sofremos, e tudo se repete imensas vezes, até ao dia em q pensamos “ por mais q não queria q “aquele dia” chegue não seria o menos doloroso? Seria, para mim, seria.
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