Chegas a uma fase na tua vida em que não sabes mais por o que lutar, o que te fará feliz ou o que te causará uma dor maior que a própria racionalidade.
Olhas-te ao espelho e não te reconheces, pois apenas consegues distinguir as feições superficiais e físicas da tua breve pessoa, onde antes possuias um refúgio de pensamentos, calmantes, recordações e lições interiores.Perguntas-te o porquê de tudo ter sido de uma maneira e não de outra que consideras melhor e mais justa. Rasgas a pele, arrancas os nervos, o músculo, a carne em busca de algo que já não te pertence mas que te ilude a mente exausta em busca de compaixão.Fixas os olhos num simples ponto, acabas a agir em desconformidade com a sensibilidade característica do teu ser e arruinas-te ainda mais.
Tiras a venda que te tapa os olhos mas que utilizas-te como uma desculpa para remediar o coração.
Apercebes-te do teu sonho, a queda tornou-se maior.
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