Há dias assim, como hoje.
Era em dias como hoje que, se eu tivesse um carro, pegava nele e seguia sem destino. Ou rumo ao sol. Há dias em que não apetece sair de casa; há outros em que não apetece lá estar. Como hoje.
Por isso agarra em mim e leva-me. Leva-me por aí fora, sigamos caminho. Vem comigo. Não venhas atrás de mim, não vás à minha frente. Vai a meu lado. Tira-me de casa, nem que seja para nos sentarmos ao fundo das escadas. Arranca-me desta solidão que se abate sobre mim nestes dias claros. Deviam ser dias alegres. Se ao menos tu estivesses comigo… Não consigo explicar esta vontade de apenas ir, quando está sol como o de hoje. Apetece-me ir, só isso. Contigo. Ir onde? Não sei. Sigamos sem destino. Fiquemos sentados num qualquer banco de jardim a olhar o rio. Deitemo-nos na relva a olhar o céu.
E falemos do trivial. Falemos do dia, de como o sol arde nos olhos, de como o céu está azul, de como o frio congela os pés, de como temos saudade do verão…Deixemos as coisas sérias. Outros dias virão. Hoje está sol demais para isso.
Vivamos, apenas. E já é muito.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
diz .
Diz-me coisas desvairadas nos momentos de paixão. Aquelas coisas que me fazem querer agarrar-te e não te largar mais. Diz-me coisas impossíveis, coisas de um louco, de um louco de paixão. Diz-me que ou todos aqueles estudos sobre a duração da paixão estão errados ou que nós somos um caso à parte.
Diz-me o que eu espero em silencio que tu digas há tanto tempo. Diz-me aquilo que tu me dizes sempre com os teus olhos, mas fala mesmo. Vai mais além do que o costume e diz-me tudo. Sussurra-me ao ouvido aquilo que eu já sei que tu gostas, mas que é tão bom de ouvir.
Diz-me que irias comigo até ao fim do mundo e voltavas, já hoje, se te pedisse. Diz-me que ficavas, se te implorasse. Diz-me que largavas tudo e ias comigo para aquela praia deserta só nossa, onde só o mar nos chama e não há mais ninguém, onde podemos sentir a areia branca esvair-se nos dedos e as ondas suaves a acariciar a pele. Onde o pôr-do-sol é só nosso. Levanta-te comigo e vamos ver o nascer do sol na rua, juntos, com uma chávena de café na mão. Caminha comigo, e quando começar a chover não fujas. Sente comigo o som que a água faz ao cair na areia e como escorre fresca pela minha pele, como me arrepia. E diz que fico bem assim.
Acredita em mim quando eu duvidar. Convence-me daquilo em que já deixei de acreditar. Faz-me permanecer naquilo de que eu desisto. Acredita em mim. Mais do que eu. E pergunta-me. Mesmo que já saibas a resposta. Lembra-me que te interessas, que queres saber, que queres que eu saiba. Lembra-me que eu sou importante. E lembra-te que estarei sempre aqui para te responder.
Diz-me que tudo correrá bem. Diz-me que tens fé em mim. Dá-me razão quando eu a tiver, ou pelo menos não ma tires. Não me subestimes, nem me sobrevalorizes. Dá-me o valor que te mereço. Dá-me o teu apreço. Respeita-me, ouve-me, compreende-me, aceita-me. Não me digas sempre os meus erros. Desculpa-mos. Faz-me aprender com eles.
Diz-me o que gostas, diz-me tudo, mas não tenhas pressa. Deixa tema de conversa para quando formos velhinhos e só nos tivermos a nós.
Diz-me que ficas comigo para sempre, mesmo sabendo que eu não acredito em para sempres. Diz-me que ficas comigo para sempre na mesma, e, se eu continuar a não acreditar, diz que tencionas mostrar-me que é possível. Faz-me crer. Faz-me querer, mesmo que não seja preciso o fazeres. Eu quero, apenas não sei se acredito. Insiste, até eu acreditar. Fica comigo, até eu acreditar.
Diz-me que te faço rir. Diz que animo o teu dia. Diz que estás ansioso por me ver, tal como eu estou. Diz que me queres, como eu te quero. Diz que um dia ainda é como uma semana, e que uma semana sem mim ainda é como um mês. Diz-me que fico bem mesmo que seja acabada de acordar com uma t-shirt velha. Diz que gostas de me ver dormir, que gostas do meu ar tranquilo, que te apetece levar-me para casa quando me vês com aquele pijama. Diz que sou a realização de tudo o que poderias querer.
Diz o que gostas, diz-me o que queres, mesmo, não te inibas, fala para mim! Diz-me em palavras o que os teus olhos dizem em silêncio.
E no fim, quando nada mais tiveres a dizer, dá-me um beijo como só tu sabes e fica comigo. Isso dirá tudo.
Diz-me o que eu espero em silencio que tu digas há tanto tempo. Diz-me aquilo que tu me dizes sempre com os teus olhos, mas fala mesmo. Vai mais além do que o costume e diz-me tudo. Sussurra-me ao ouvido aquilo que eu já sei que tu gostas, mas que é tão bom de ouvir.
Diz-me que irias comigo até ao fim do mundo e voltavas, já hoje, se te pedisse. Diz-me que ficavas, se te implorasse. Diz-me que largavas tudo e ias comigo para aquela praia deserta só nossa, onde só o mar nos chama e não há mais ninguém, onde podemos sentir a areia branca esvair-se nos dedos e as ondas suaves a acariciar a pele. Onde o pôr-do-sol é só nosso. Levanta-te comigo e vamos ver o nascer do sol na rua, juntos, com uma chávena de café na mão. Caminha comigo, e quando começar a chover não fujas. Sente comigo o som que a água faz ao cair na areia e como escorre fresca pela minha pele, como me arrepia. E diz que fico bem assim.
Acredita em mim quando eu duvidar. Convence-me daquilo em que já deixei de acreditar. Faz-me permanecer naquilo de que eu desisto. Acredita em mim. Mais do que eu. E pergunta-me. Mesmo que já saibas a resposta. Lembra-me que te interessas, que queres saber, que queres que eu saiba. Lembra-me que eu sou importante. E lembra-te que estarei sempre aqui para te responder.
Diz-me que tudo correrá bem. Diz-me que tens fé em mim. Dá-me razão quando eu a tiver, ou pelo menos não ma tires. Não me subestimes, nem me sobrevalorizes. Dá-me o valor que te mereço. Dá-me o teu apreço. Respeita-me, ouve-me, compreende-me, aceita-me. Não me digas sempre os meus erros. Desculpa-mos. Faz-me aprender com eles.
Diz-me o que gostas, diz-me tudo, mas não tenhas pressa. Deixa tema de conversa para quando formos velhinhos e só nos tivermos a nós.
Diz-me que ficas comigo para sempre, mesmo sabendo que eu não acredito em para sempres. Diz-me que ficas comigo para sempre na mesma, e, se eu continuar a não acreditar, diz que tencionas mostrar-me que é possível. Faz-me crer. Faz-me querer, mesmo que não seja preciso o fazeres. Eu quero, apenas não sei se acredito. Insiste, até eu acreditar. Fica comigo, até eu acreditar.
Diz-me que te faço rir. Diz que animo o teu dia. Diz que estás ansioso por me ver, tal como eu estou. Diz que me queres, como eu te quero. Diz que um dia ainda é como uma semana, e que uma semana sem mim ainda é como um mês. Diz-me que fico bem mesmo que seja acabada de acordar com uma t-shirt velha. Diz que gostas de me ver dormir, que gostas do meu ar tranquilo, que te apetece levar-me para casa quando me vês com aquele pijama. Diz que sou a realização de tudo o que poderias querer.
Diz o que gostas, diz-me o que queres, mesmo, não te inibas, fala para mim! Diz-me em palavras o que os teus olhos dizem em silêncio.
E no fim, quando nada mais tiveres a dizer, dá-me um beijo como só tu sabes e fica comigo. Isso dirá tudo.
saudade
Quando decidimos parar de tentar pareceu-me a coisa certa a fazer.
Já não éramos os mesmos. Os dias já passavam bem sem a tua presença. Já não me ligavas de madrugada para me dar um beijo e me fazer rir. Eu já não te mostrava o céu e o mundo.
Pareceu-me.
Pareceu-nos.
Pensámos que não era justo continuar por hábito.
Pensámos ser hábito, não amor. Pensámos ser necessidade, não paixão.
Pareceu-nos errado prendermo-nos a algo que já não encontrávamos.
Era a coisa certa a fazer.
E eu nunca me arrependi tanto.
Hoje vejo como estava enganada.
E não podia estar mais arrependida. De te ter deixado ir, assim.
É como se te tivesse mostrado a porta de saída.
E tu saíste.
E quando partiste despedaçaste-me.
Levaste contigo partes de mim que me fazem falta para poder respirar.
Descobri que o que nos fazia falta ainda lá estava.
Que era só preciso um empurrãozinho para nos darmos conta.
Será que deste conta? Depois de nos termos empurrado para longe um do outro…
Será que também te arrependeste?
Será que viste como eu o quão errados estávamos?
Será que viste que afinal ainda somos os mesmos?
Que só nos tínhamos esquecido por um bocado?
Não sei se reparaste.
Não voltaste para me dizer.
Tentei esquecer-te. Passar à frente.
Tentei admitir que pudesses mesmo pensar que tinhas tomado a decisão certa. Tentei.
Não consegui. Fiquei só.
Depois procurei-te.
Não te encontrava.
Procurei-te em todos os homens
Um pouco de ti, nem que fosse.
Um mexer no cabelo. Um olhar. Um toque. Um sorriso.
Difícil de igualar.
Será que é tarde?
Será que ainda pensas em mim?
Será que alguma vez paraste de pensar?
Disseste-me uma vez que havia muitos grãos de areia numa praia.Vou procurar-te em cada praia onde for.
Já não éramos os mesmos. Os dias já passavam bem sem a tua presença. Já não me ligavas de madrugada para me dar um beijo e me fazer rir. Eu já não te mostrava o céu e o mundo.
Pareceu-me.
Pareceu-nos.
Pensámos que não era justo continuar por hábito.
Pensámos ser hábito, não amor. Pensámos ser necessidade, não paixão.
Pareceu-nos errado prendermo-nos a algo que já não encontrávamos.
Era a coisa certa a fazer.
E eu nunca me arrependi tanto.
Hoje vejo como estava enganada.
E não podia estar mais arrependida. De te ter deixado ir, assim.
É como se te tivesse mostrado a porta de saída.
E tu saíste.
E quando partiste despedaçaste-me.
Levaste contigo partes de mim que me fazem falta para poder respirar.
Descobri que o que nos fazia falta ainda lá estava.
Que era só preciso um empurrãozinho para nos darmos conta.
Será que deste conta? Depois de nos termos empurrado para longe um do outro…
Será que também te arrependeste?
Será que viste como eu o quão errados estávamos?
Será que viste que afinal ainda somos os mesmos?
Que só nos tínhamos esquecido por um bocado?
Não sei se reparaste.
Não voltaste para me dizer.
Tentei esquecer-te. Passar à frente.
Tentei admitir que pudesses mesmo pensar que tinhas tomado a decisão certa. Tentei.
Não consegui. Fiquei só.
Depois procurei-te.
Não te encontrava.
Procurei-te em todos os homens
Um pouco de ti, nem que fosse.
Um mexer no cabelo. Um olhar. Um toque. Um sorriso.
Difícil de igualar.
Será que é tarde?
Será que ainda pensas em mim?
Será que alguma vez paraste de pensar?
Disseste-me uma vez que havia muitos grãos de areia numa praia.Vou procurar-te em cada praia onde for.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
fases
Chegas a uma fase na tua vida em que não sabes mais por o que lutar, o que te fará feliz ou o que te causará uma dor maior que a própria racionalidade.
Olhas-te ao espelho e não te reconheces, pois apenas consegues distinguir as feições superficiais e físicas da tua breve pessoa, onde antes possuias um refúgio de pensamentos, calmantes, recordações e lições interiores.Perguntas-te o porquê de tudo ter sido de uma maneira e não de outra que consideras melhor e mais justa. Rasgas a pele, arrancas os nervos, o músculo, a carne em busca de algo que já não te pertence mas que te ilude a mente exausta em busca de compaixão.Fixas os olhos num simples ponto, acabas a agir em desconformidade com a sensibilidade característica do teu ser e arruinas-te ainda mais.
Tiras a venda que te tapa os olhos mas que utilizas-te como uma desculpa para remediar o coração.
Apercebes-te do teu sonho, a queda tornou-se maior.
Olhas-te ao espelho e não te reconheces, pois apenas consegues distinguir as feições superficiais e físicas da tua breve pessoa, onde antes possuias um refúgio de pensamentos, calmantes, recordações e lições interiores.Perguntas-te o porquê de tudo ter sido de uma maneira e não de outra que consideras melhor e mais justa. Rasgas a pele, arrancas os nervos, o músculo, a carne em busca de algo que já não te pertence mas que te ilude a mente exausta em busca de compaixão.Fixas os olhos num simples ponto, acabas a agir em desconformidade com a sensibilidade característica do teu ser e arruinas-te ainda mais.
Tiras a venda que te tapa os olhos mas que utilizas-te como uma desculpa para remediar o coração.
Apercebes-te do teu sonho, a queda tornou-se maior.
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