domingo, 13 de fevereiro de 2011

diz .

Diz-me coisas desvairadas nos momentos de paixão. Aquelas coisas que me fazem querer agarrar-te e não te largar mais. Diz-me coisas impossíveis, coisas de um louco, de um louco de paixão. Diz-me que ou todos aqueles estudos sobre a duração da paixão estão errados ou que nós somos um caso à parte.
Diz-me o que eu espero em silencio que tu digas há tanto tempo. Diz-me aquilo que tu me dizes sempre com os teus olhos, mas fala mesmo. Vai mais além do que o costume e diz-me tudo. Sussurra-me ao ouvido aquilo que eu já sei que tu gostas, mas que é tão bom de ouvir.
Diz-me que irias comigo até ao fim do mundo e voltavas, já hoje, se te pedisse. Diz-me que ficavas, se te implorasse. Diz-me que largavas tudo e ias comigo para aquela praia deserta só nossa, onde só o mar nos chama e não há mais ninguém, onde podemos sentir a areia branca esvair-se nos dedos e as ondas suaves a acariciar a pele. Onde o pôr-do-sol é só nosso. Levanta-te comigo e vamos ver o nascer do sol na rua, juntos, com uma chávena de café na mão. Caminha comigo, e quando começar a chover não fujas. Sente comigo o som que a água faz ao cair na areia e como escorre fresca pela minha pele, como me arrepia. E diz que fico bem assim.
Acredita em mim quando eu duvidar. Convence-me daquilo em que já deixei de acreditar. Faz-me permanecer naquilo de que eu desisto. Acredita em mim. Mais do que eu. E pergunta-me. Mesmo que já saibas a resposta. Lembra-me que te interessas, que queres saber, que queres que eu saiba. Lembra-me que eu sou importante. E lembra-te que estarei sempre aqui para te responder.
Diz-me que tudo correrá bem. Diz-me que tens fé em mim. Dá-me razão quando eu a tiver, ou pelo menos não ma tires. Não me subestimes, nem me sobrevalorizes. Dá-me o valor que te mereço. Dá-me o teu apreço. Respeita-me, ouve-me, compreende-me, aceita-me. Não me digas sempre os meus erros. Desculpa-mos. Faz-me aprender com eles.
Diz-me o que gostas, diz-me tudo, mas não tenhas pressa. Deixa tema de conversa para quando formos velhinhos e só nos tivermos a nós.
Diz-me que ficas comigo para sempre, mesmo sabendo que eu não acredito em para sempres. Diz-me que ficas comigo para sempre na mesma, e, se eu continuar a não acreditar, diz que tencionas mostrar-me que é possível. Faz-me crer. Faz-me querer, mesmo que não seja preciso o fazeres. Eu quero, apenas não sei se acredito. Insiste, até eu acreditar. Fica comigo, até eu acreditar.
Diz-me que te faço rir. Diz que animo o teu dia. Diz que estás ansioso por me ver, tal como eu estou. Diz que me queres, como eu te quero. Diz que um dia ainda é como uma semana, e que uma semana sem mim ainda é como um mês. Diz-me que fico bem mesmo que seja acabada de acordar com uma t-shirt velha. Diz que gostas de me ver dormir, que gostas do meu ar tranquilo, que te apetece levar-me para casa quando me vês com aquele pijama. Diz que sou a realização de tudo o que poderias querer.
Diz o que gostas, diz-me o que queres, mesmo, não te inibas, fala para mim! Diz-me em palavras o que os teus olhos dizem em silêncio.
E no fim, quando nada mais tiveres a dizer, dá-me um beijo como só tu sabes e fica comigo. Isso dirá tudo.

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