Há coisas que sabem melhor quando surgem, e que surgem assim, como fumo que entra sem avisar por baixo da porta e se entranha e nos consome silenciosamente. Acho que é isso que queria procurar quando te encontrei; algo que me consumisse sem me queimar.Há coisas que surgem assim, como disse, que aparecem de mansinho e se vão transformando e amadurecendo. Mudam. E que ao se transformarem nos transformam também. Por vezes para melhor, por vezes para pior. Avanços e recuos que nem damos conta, de tão absorvidos que estamos nessa consumição.
Há coisas que crescem com o tempo, que só encontramos sem procurar, e que, por vezes, só depois de perdidas nos damos conta do valor que tinham. Não adianta deixar migalhas no bom caminho, dificilmente conseguimos voltar atrás; cabeça erguida, mãos dadas e olhos no futuro .
São essas coisas que nos fazem assim, que nos conseguem surpreender quando já houve tempo para todas as surpresas.
E que quando aparentam vir de mãos vazias apenas vêm cheias de espaço para que as possamos preencher
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